Daí hoje ele foi no Diário e chamou meu partido, o PSDB de “bando”, logo ele que é do PMDB, e me chamou de covarde, difamador, fez um monte de ameaças e no fim disse que vai esvaziar os meus bolsos, (confesso que essa ameaça final me assustou...) Nos meus bolsos há pouco Dedé, não os enchi nos anos de governo.
O Dedé comprovou outra parte daquela mesma carta que publiquei no Diário, num trecho que diz assim: “O Prefeito e sua equipe ignoram a Justiça, dão às costas à população e desafiam o bom senso. Ocupam-se de uma avalanche de processos judiciais que propõem a esmo, sem critério e sem motivo aparente. Acusam tudo e a todos o tempo todo. Se ocupam deles mesmos, esquecem a que vieram e porque estão lá. Não esclarecem, se escondem. Atrapalham e perturbam o quanto podem as investigações. Metem-se na Câmara, ameaçam vereadores. Não admitem e retaliam qualquer sinal de oposição.”
É isso, o Dedé não admite e retalia qualquer sinal de oposição. O Dedé ocupa um cargo público e devia saber lidar com a crítica. O Mário devia mandar ele embora. Isso já ia melhorar um pouco o governo, mas não sei se melhora o Mário. Ele também deve resposta, explicação, satisfação a opinião pública e a justiça, e ele vai dá-las, goste ou não.
Eu vou continuar oposição, gostem ou não o Dedé, e o Didi, o Mussum e o Zacarias, vou continuar falando o que penso, onde, como e quando quiser. Esse sou eu.
Além de ser eu, a liberdade é meu direito inalienável, assegurado pela vida, pela declaração universal dos direitos humanos, pela constituição brasileira, pela lei, pela justiça, pelo estado democrático de direito, pela democracia. Mas exigir que o Dedé entenda isso já é querer demais.
Por fim, porque a justiça e os processos não me intimidam. Quem tem problemas com a justiça é justamente o Dedé, eu não. Dedé, sou advogado por formação, e um advogado duro de roer. Se você me consultasse antes teria lhe dito que não existem crimes contra a honra, na crítica e no debate político, nem na crítica literária ou artística e por aí vai. Teria lhe dito também que queixa crime não se oferece em juizado especial e precisa recolher as custas. Teria lhe dito que sua ação foi só uma grande bobagem sua. Uma trapalhada. Mais uma.
O Dedé está me processando, (não era o que faltava?). Vamos lá, que venha o Dedé, (e o Didi, o Mussum e Zacarias). Dedé, obrigado por me chamar para o centro do picadeiro. Respeitável público, o espetáculo começa agora.
Joel José Pinto de Oliveira
Parece que "esvaziar bolsos alheios" é o passatempo preferido do distinto cavalheiro!
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